“Dias tristes, vontade de fazer nada, só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus desejos valem de algo, dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e eu posso tornar tudo realidade.
“Mas e se um dia o amor acabar? Pensei nisso. E se um dia ele acabar? E se não for nada daquilo que estava escrito nos livros e que tanto vi nos filmes? E se? Ah, ele é. Ele é, sim. E eu tenho certeza disso a cada vez que acordo e penso é-exatamente-aqui-que-eu-queria-estar-agora. Defino: o amor só acaba quando um dos dois não tem mais força para pegar o coração do outro no colo. Com direito a musiquinha de ninar e tudo mais.
“Pessoas certas não existem. Somos todos errados procurando alguém que aceite nossas imperfeições.
“Todo mundo acaba precisando do clichê um dia. É chato, meloso e entediante. Mas de vez em quando, é necessário. Caso não fosse, não faria falta em dias chuvosos e frios, enquanto você lamenta por estar sem a companhia de alguém, vendo filmes dramáticos e se entupindo de chocolates e pipocas. Caso não fosse necessário, não faria falta o abraço de alguém, enquanto você sufoca um travesseiro. É chato, meloso e entediante. Mas um pouco de clichê não faz mal à ninguém. Se quer saber, até revigora a alma um “eu te amo” depois de uma briga, um canalha se passando por príncipe e você sonhando com beijos em meio à um local lotado, seguido de um pedido de desculpas. Eu sei, enjoa, é chato e não surpreende. Só que às vezes, não é de surpresas que a gente precisa.